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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
Notícias/Policial

Operação Tormentum prende grupo ligado a facções e ao tribunal do crime em Santana

Polícia Civil detém 4 menores e 1 adulto por sequestro e tortura de jovem com deficiência e idoso.

Operação Tormentum prende grupo ligado a facções e ao tribunal do crime  em Santana
Foto: Divulgação Polícia Civil
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Na manhã desta sexta-feira (26), a Polícia Civil do Amapá deflagrou a Operação Tormentum em Santana para desarticular um “tribunal do crime” ligado a facções criminosas. Quatro adolescentes e um adulto foram capturados durante a ação, que contou com o apoio de 18 agentes.

A ofensiva resultou no cumprimento de 4 mandados de internação contra os menores, 1 de prisão preventiva contra o adulto e 5 mandados de busca domiciliar. Com isso, o grupo criminoso foi desmantelado e seus integrantes levados à delegacia.

 De acordo com o delegado Bruno Braz, titular da 1ª Delegacia de Santana e responsável pelas investigações, o grupo era vinculado a uma organização criminosa e tinha um adolescente como líder. Essa facção sequestrava pessoas, realizava “julgamentos” ilegais – o chamado tribunal do crime – e aplicava castigos físicos brutais em suas vítimas. “Temos informações de pelo menos outros três casos, mas as vítimas estão temerosas em denunciar”, revelou Braz, acrescentando que espera novas denúncias após as prisões.

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A Operação Tormentum foi desencadeada nas primeiras horas da sexta-feira (26) em Santana, município a 17 km de Macapá. Os policiais civis cercaram o bairro dos Remédios, onde o grupo atuava, e cumpriram simultaneamente as ordens de busca e apreensão. 

Quatro menores de idade foram apreendidos e um adulto foi preso (o nome do adulto não foi divulgado). Um dos adolescentes, apontado como líder do bando, coordenava as ações criminosas. Todos os cinco suspeitos foram detidos sem incidentes e levados à 1ª Delegacia de Polícia de Santana.

 Segundo a Polícia Civil, a Operação Tormentum desarticulou o “tribunal do crime” que vinha funcionando naquela área. O delegado Bruno Braz informou que o núcleo investigado estava ligado a uma facção criminosa com presença no estado. Essa facção teria estabelecido um “tribunal” clandestino para punir desafetos – prática comum de facções para impor medo e disciplina. Com a prisão do grupo, a polícia acredita ter desmantelado uma célula importante do crime organizado em Santana, impedindo a continuação das sessões de tortura. 

“Acredito que, com a prisão do grupo, novas denúncias devam aparecer”, declarou o delegado, indicando que outras vítimas poderão surgir agora que os acusados estão sob custódia.

As investigações revelaram detalhes chocantes dos crimes cometidos pelo grupo. No dia 15 de setembro, os criminosos sequestraram um jovem com deficiência auditiva e transtornos mentais, suspeitando que ele pertencia a uma facção rival. A vítima, extremamente vulnerável, foi mantida sob a mira de armas de fogo e brutalmente agredida. Os agressores rasparam o cabelo do jovem e marcaram em seu corpo a sigla da facção à qual pertenciam – as letras foram cravadas com faca no peito e na cabeça do rapaz. Segundo o delegado Braz, o jovem sobreviveu “por pouco” aos ferimentos e traumas sofridos.

 Outro episódio de violência ocorreu no início desta semana, também em Santana. O grupo sequestrou um idoso que estava em estado de embriaguez e o submeteu a extrema crueldade. A vítima idosa foi espancada até ficar com o rosto desfigurado, tamanha a brutalidade das agressões. Esse crime deixou moradores locais em choque e reforçou a urgência de uma resposta policial enérgica. Ambos os casos – do jovem com deficiência e do idoso – exemplificam a periculosidade do grupo e a gravidade dos castigos físicos que aplicavam em nome da facção.

 A Polícia Civil suspeita que possa haver outras vítimas do tribunal do crime que ainda não foram identificadas. “Temos a informação de pelo menos outros três julgamentos, mas as vítimas estão com medo de denunciar”, afirmou o delegado Braz.

Ele acredita que, com a Operação Tormentum e a detenção dos suspeitos, mais vítimas criarão coragem para procurar as autoridades. A ação policial não apenas interrompeu uma sequência de torturas, como também enviou um recado forte às facções em Santana de que esse tipo de violência não será tolerado. A investigação continuará em andamento para localizar e amparar possíveis novas vítimas e responsabilizar todos os envolvidos.

 

De Bubuia

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